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sexta-feira, 31 de maio de 2013

GAME OVER: Há solução!!!!

Ois!

Depois de tanto se informar sobre a origem dos jogos e seus malefícios é importante saber que a prevenção ainda é a melhor solução para que não se tenha problemas com o uso da tecnologia.  PAIS!!!! Conversem com seus filhos!!! Não é só álcool e drogas que vicia! Mantenham o diálogo, ofereçam outras possibilidades de divertimento para seus filhos e não sintam-se culpados em colocar limites. Pois, como veremos na continuação do post, o tratamento ainda está em fase de estudos. Que essa leitura abra os olhos de todos nós para um problema eminente que vem chegando sorrateiramente em nossa sociedade.

Possíveis tratamentos e prevenção

O tratamento da dependência de jogos eletrônicos, apesar de estar em processo de aperfeiçoamento contínuo, é pouco conhecido pela população em geral. Existem modelos baseados na terapia cognitivo-comportamental, que é uma possibilidade psicoterapêutica para a dependência de jogos eletrônicos. Através de técnicas, comumente utilizadas nesta abordagem, é possível permitir ao paciente uma reestruturação cognitiva que o conduza a pensamentos adaptativos e, paralelamente, possa expandir o seu repertório de comportamentos saudáveis, resultando ao usuário uma melhoria significativa dos sintomas. O aspecto emocional do paciente é outro ponto a ser trabalhado pelo psicoterapeuta. Além disso, são realizadas técnicas que estejam vinculadas à motivação do paciente, enfatizando as potencialidades do jogador dependente, propiciando melhora na autoestima do usuário.

Estratégias de prevenção destinadas às crianças são citadas pela literatura científica como forma de evitar o aparecimento de sintomas da dependência de jogos eletrônicos. Apesar desse modelo interventivo ainda estar circunscrito principalmente nos países asiáticos, já se discute a expansão do acesso à informação sobre as dependências tecnológicas à sociedade, principalmente no Brasil, país que ainda está em seus primeiros passos no estudo das dependências tecnológicas (ainda que haja uma quantidade superior de estudos em relação à dependência de internet em solo nacional). Estratégias de prevenção vêm apresentando resultados notáveis, evitando a queda no rendimento escolar desses usuários, que é uma das áreas mais afetadas por quem apresenta uso problemático ou mesmo a dependência de jogos eletrônicos.

Existem centros especializados ao redor do mundo que já apresentam resultados satisfatórios com pacientes dependentes de algum tipo de desdobramento tecnológico (jogos eletrônicos, internet ou sexo virtual). Na Alemanha, um tratamento sistematizado chamado Short-Term Treatment of IA/CA (STICA) divide em três fases o processo de recuperação do paciente. A fase inicial consiste em uma psicoeducação diante dos mecanismos e efeitos da dependência de jogos eletrônicos; a fase intermediária propõe ao paciente identi ficar quais são os gatilhos disfuncionais, ou seja, o que leva o usuário a utilizar jogos eletrônicos, através do registro em diários, uso funcional por estratégias de resolução de problemas, elaborar atividades alternativas, automonitoramento e treinamento de habilidades; a fase final e a prevenção de recaída referem-se ao uso funcional da tecnologia e elaboração de ferramentas para que o usuário não apresente novamente essa psicopatologia.


Ajuda dos familiares






Sugere-se o acompanhamento de familiares no uso de tecnologia, especialmente de crianças e adolescentes, conscientizando-os sobre o uso de jogos eletrônicos durante a semana em que as aulas estejam ocorrendo, tempo de uso (independentemente do dia da semana, buscando um controle nesta atividade) e na sugestão de atividades de lazer que não estejam apenas relacionadas à realidade virtual. É importante oferecer para a criança ou adolescente outras possibilidades de atividades, pois se tiverem seu tempo ocioso, com certeza irão querer jogar.

Porém, apesar da recomendação dos pesquisadores sobre a possibilidade de os pais supervisionarem os seus filhos, ainda não houve uma adesão expressiva de familiares nesta ação, sendo o motivo principal o desconhecimento sobre o universo dos jogos eletrônicos. Em situações mais críticas, recomenda-se que os pais sugiram psicoterapia para os seus filhos.

Infelizmente, é frequente ouvir comentários equivocados de pais que justificam que é preferível permitir que o seu filho utilize jogos eletrônicos por diversas horas seguidas, como forma de evitar que eles saiam de casa, pelo fato "de o mundo ser perigoso". Ao invés da proteção sugerida pelos familiares, o que pode estar ocorrendo é o oposto, ou seja, a possibilidade de desenvolvimento de um transtorno psiquiátrico contemporâneo. Além de conversas com seus filhos sobre a sexualidade, uso de álcool e outras drogas, os pais também precisam relacionar em sua pauta a internet e os jogos eletrônicos que são, muitas vezes, os periféricos mais presentes na vida do adolescente.

A maior dificuldade no tratamento da dependência de jogos eletrônicos, além da carência de informações, é o processo de redução no tempo de uso dessa tecnologia. Nenhum modelo terapêutico, até então, propõe que o usuário deixe de utilizar por completo os jogos eletrônicos. E é nesse ponto que surge talvez a maior dificuldade para os profissionais da saúde, pois o usuário, depois do processo de tratamento, volta ao objeto relacionado diretamente ao seu transtorno (jogos eletrônicos e/ou internet). Apesar de este ser um dos fatores mais críticos no tratamento, pois ainda provoca constantes recaídas (a literatura científica menciona uma porcentagem de cerca de 20%), é o desfecho que tanto o paciente e o profissional de saúde buscam: o uso adaptativo de jogos eletrônicos.

... Então Pessoal,

o objetivo desses post foi chamar a atenção para uma realidade cada vez mais palpável em nossa sociedade e que esta passando despercebida por muitos pais, há uma possibilidade real de adoecimento na sociedade contemporânea. Mesmo que ainda não seja considerado um transtorno psiquiátrico, existem estudos substanciais, e cada vez mais pesquisadores estão detendo seus esforços no conhecimento desse fenômeno. É importante que os profissionais de saúde, usuários de jogos eletrônicos e a sociedade em geral que utilizam essa tecnologia possam estar cada vez mais informados sobre as psicopatologias do mundo virtual.
É necessário refletir que o ser humano pode utilizar os recursos atuais (jogos eletrônicos e internet), como importantes instrumentos no cotidiano, seja no campo lúdico, na comunicação em tempo real ou na pesquisa de trabalhos científicos. Porém, podemos estar, sem saber, diante de transtornos psiquiátricos que possuem um prognóstico negativo, ou seja, que ocorra um aumento de casos de dependentes de tecnologia nos próximos anos. Importante ressaltar, por fim, a necessidade urgente de que pesquisas sobre a dependência de jogos eletrônicos sejam desenvolvidas no Brasil.

Abraços à todos!
Ada.


Referências

Revista Psique - Editora Abril


quarta-feira, 29 de maio de 2013

GAME OVER: BENEFÍCIOS X PREJUÍZOS DE JOGAR

Olá Pessoal,

Estão curtindo a matéria? Até então falamos do surgimento dos jogos e o desenvolvimento deles para se tornar cada vez mais atrativos, agora vamos saber porque ele pode ser tornar tão maléfico.

Boa leitura!

Viés nocivo do jogo

Apesar dos diversos benefícios na prática dos jogos eletrônicos, apenas recentemente esse universo passou a ser estudado por outro viés: o do adoecimento psíquico. Pesquisadores revelam que a dependência de jogos eletrônicos possui chances de ser relacionada ao Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), com previsão de lançamento da sua quinta edição em 2013. Essa hipótese ocorreu devido ao resultado de pesquisas que revelaram que utilizar os jogos eletrônicos de forma excessiva provoca um aumento na atividade cerebral, em especial no córtex pré-frontal (área do cérebro responsável pelos pensamentos complexos e tomada de decisões), semelhante à fase de fissura dos dependentes químicos.


Em relação às causas que levam um indivíduo a desenvolver a dependência de jogos eletrônicos, não há estudos substanciais que respondam a essa questão. Toma-se como hipótese etiológica a vulnerabilidade mental, fatores biológicos (hereditariedade) e aprendizagens incorretas ao longo da vida, devendo esta psicopatologia ser estudada através de uma perspectiva multifatorial. 

Estatística do jogo

Estudos demonstram que esse transtorno ocorre com maior frequência em indivíduos do sexo masculino, comumente em adolescentes e adultos. Há hipóteses que defendem que, quanto mais cedo o usuário tiver acesso aos jogos eletrônicos, maiores serão as chances de desenvolver essa psicopatologia no futuro.
Dados epidemiológicos sugerem que 3% dos usuários de jogos eletrônicos, em escala mundial, podem ser dependentes. O número de jogadores com uso problemático é ainda maior (uma forma mais branda de uso inadequado, mas que não possui sintomas suficientes para configurar uma dependência): 9%. No Brasil, ainda há uma substancial carência de dados referentes à ocorrência dessa dependência na população que utiliza jogos eletrônicos.

dependência

Observa-se, frequentemente, a ocorrência de diversas psicopatologias concomitantemente à dependência de jogos eletrônicos. A literatura científi ca menciona o uso de substâncias, os transtornos de ansiedade. Pesquisadores sugerem que esse quadro concomitante com a depressão ocorra devido à tentativa do usuário de aliviar os sintomas depressivos através da prática de jogos eletrônicos, como uma forma de escapismo. Entretanto, em diversos casos, o que ocorre é uma intensi ficação da dependência, o que vem chamando atenção dos profissionais de saúde no manejo de pacientes deprimidos que utilizam jogos eletrônicos de forma inadequada. Estudiosos ainda sugerem que possam existir outras comorbidades relacionadas à dependência de jogos eletrônicos, ainda que com frequência menor, como os transtornos de personalidade.








PARA SABER MAIS
Sintomas do dependente de jogos eletrônicos
A dependência pode ocorrer quando o usuário encontra-se incapaz de controlar a frequência e o tempo de uso de uma atividade que anteriormente era considerada inofensiva, demonstrando sinais de excesso nessa prática. Apesar de ainda não haver uma sistematização definida da sintomatologia referente a uma possível dependência de jogos eletrônicos, os sintomas mais aceitos atualmente são os propostos por Lemmens, Valkenburg e Peter (2009): saliência (utilização de jogos eletrônicos como atividade mais importante na vida do usuário, dominando seus pensamentos, sentimentos e comportamento); tolerância (tendência a aumentar o tempo de uso para obter satisfação); modificação do humor (irritabilidade, tristeza); retrocesso (emoções negativas ou efeitos físicos que ocorrem quando o jogador reduz ou descontinua o uso); recaída (tendência a tentar repetidamente reverter o padrão de tempo de uso, rapidamente restaurado após período de abstinência ou controle); conflito (problemas interpessoais, que podem envolver mentiras ou decepções); problemas na área social (piora no rendimento no trabalho, ambiente de estudo e socialização).    
                                                                                             





CONTINUA...

terça-feira, 28 de maio de 2013

GAME OVER - Parte II

Olá pessoal,

Como dissemos no último post, essa semana iremos tratar de um assunto bem atual e essa série de postagens tem como fonte a Revista Pisque da Editora Abril que ao falar do tema dos jogos eletrônicos, que vem causando tanta dependência principalmente em jovens e adolescentes, que até mesmo cogita-se que o tema esteja presente na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).

A reportagem trás como titulo: Transtorno psiquiátrico contemporâneo: Pesquisadores revelam que a dependência de jogos eletrônicos possui chances de ser relacionada ao Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), com previsão de lançamento da sua quinta edição em 2013



Vamos a leitura e a boas reflexões:

A HISTÓRIA DO JOGO

Os jogos eletrônicos, amplamente utilizados pelos seus usuários no século XXI, possuem um histórico relativamente recente. Considera-se o ponto de partida a década de 1950, com um brilhante trabalho de Alan Turing sobre modelos de inteligência artificial (IA) que revolucionariam a relação dos seres humanos com a tecnologia. Há cerca de 60 anos o seu trabalho consistia em testar a existência de "inteligência" nos computadores, o que pode ser entendido como um modelo primitivo de IA. Suas pesquisas representam a revolução de uma geração inteira, possibilitando avanços significativos no mundo tecnológico. Nos anos seguintes houve uma evolução constante nessa indústria, com a inserção dos videogames e, logo depois, os jogos de computador. As melhorias seguiam em velocidade notável, seja através do aperfeiçoamento dos gráficos, pluralidade dos gêneros de jogos eletrônicos (aventura, ação, esportes e estratégia, por exemplo), assim como o uso da internet para jogar on-line (comumente com vários jogadores, no modelo multiplayer).

Considera-se a indústria dos jogos eletrônicos como uma das várias disseminações da tecnologia que não possuem fronteiras, tratando-se de um território em ampla expansão. Contemporaneamente, tendo atingido, de forma direta ou indireta, uma significativa parcela da população mundial, os jogos eletrônicos são considerados um dos modelos lúdicos mais presentes no cotidiano de crianças, adolescentes e adultos jovens, independentemente do poder aquisitivo do jogador. Os jogos eletrônicos estão presentes nos mais diversos ambientes, seja nos lares, em lan houses e, atualmente, através de conexões wi-fi, e o jogador pode utilizar esse artefato em qualquer local que disponibilize rede de internet.

As novas tecnologias configuram-se, então, como uma realidade que não encontra barreiras para seu desenvolvimento, principalmente no sentido de conquistar o público jovem. Atualmente, há aparelhos que simulam odores, uso do corpo humano como um todo para poder jogar, além de imagens que dão a impressão de sair da tela do aparelho. Toda essa evolução tecnológica visa proporcionar novas experiências perceptivas e sensitivas aos jogadores, o que, frequentemente, tem sido motivo de preocupação de pais e educadores sobre sua influência na formação de crianças e adolescentes. Em paralelo, a diversão propiciada pelo mundo virtual é hipnótica. Esse elemento lúdico, frequentemente mencionado pelos usuários, é objeto de estudo de diversos pesquisadores. O brincar, condição que os jogos eletrônicos possibilitam, é constituinte da personalidade do jogador influenciando nos seus reflexos, tomada de decisões e interatividade

Considera-se a indústria dos jogos eletrônicos como uma das várias disseminações da tecnologia que não possuem fronteiras

Outros tópicos pesquisados pela comunidade científica em relação à indústria dos jogos eletrônicos são: a violência presente no mundo virtual e suas possíveis afetações cognitivas e comportamentais (já estudada com base na Teoria Social Cognitivade Albert Bandura e a Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici, por exemplo); o usufruto como possibilidade de aprendizagem (colégios que já inseriram os jogos eletrônicos no sistema educacional); catarse (mecanismo pelo qual o usuário utiliza os jogos como forma de dissipar a raiva, angústias e outras emoções negativas, propiciando um breve estado de relaxamento) e auxílio terapêutico (recurso utilizado na recuperação de pacientes acometidos por diversos tipos de psicopatologias).

Huesmann (2007) aponta que nesse ambiente, circunscrito por televisores, filmes, jogos eletrônicos, aparelhos celulares e computadores, tais artefatos acabaram por assumir um papel nuclear no cotidiano da sociedade. Segundo o pesquisador, independentemente de considerarmos essas mudanças positivas ou não, é notável que elas causam um impacto na construção de pensamentos e comportamentos dos indivíduos. Dessa forma, podemos refletir: de que maneira, então, esses utensílios cibernéticos interferem em nossas vidas?

Continua...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

GAME OVER: Você sabe a hora de parar?

Olá pessoal!

O Blog essa semana irá discutir uma questão que está muito em alta entre muitos pais, familiares e escolas que convivem principalmente com adolescentes: o Vídeo-Game!




Vamos falar do ponto de vista da psicologia o que muitos pais tem reclamado, da falta de controle de seus filhos diante dos jogos eletrônicos.

Não percam essa serie de post que iremos discutir essa semana e se inteire desse assunto que vem assombrando muitos pais por aí!!!




 A frase mais comum de se escutar: "Só mais essa fase mãe"...










segunda-feira, 20 de maio de 2013

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?


Pessoal,
Gostei muito desse texto publicado no Blog de uma professora que tive na faculdade e resolvi publica-lo para meus seguidores já que andamos falando de falta de atenção nas nossas crianças, como as coisas vistas de ângulos diferentes podem ter maneiras mais saudáveis e por que não, mais eficientes também... vejam essa reportagem e boas reflexões!

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam oDiagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.
Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.
A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.
E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.
A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre- que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.
Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.

Texto original em Psychology Today

terça-feira, 30 de abril de 2013


E quando falta a concentração? E ai???


Tudo começa quando a escola aponta o problema... “Ele está desinteressado, as notas estão baixas, ele não presta atenção, parece que está voando...” e logo surge o diagnóstico: TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade), porém nem tudo é tão simples assim!

A falta de concentração é uma inércia da atenção ou uma lentidão para mobilizar a atenção. A concentração é importante para a realização de qualquer tarefa, quer seja física, quer seja mental. Associada à concentração está à atenção, uma vez que é necessário estarmos atentos para atingirmos um certo nível de concentração.

A falta de concentração está quase sempre associada à Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção, sendo esta uma patologia em que a criança apresenta impulsividade e falta de atenção para tarefas comuns como ver televisão, realizar os trabalhos da escola ou jogar um jogo de tabuleiro.
Não podemos resumir um problema a um diagnóstico sem realmente investigar as causas deste, é preciso ir a fundo, pois a falta de concentração pode ser decorrente de vários aspectos da vida da criança, seja uma falta de estimulação da escola, uma mudança de sua rotina, algum problema que ela esteja passando ou até mesmo a alimentação.

A capacidade para se concentrar numa tarefa varia de criança para criança, dependendo do seu estado mental, emocional e físico. Também as condições externas, como o espaço, a temperatura e o ruído podem influenciar na amplitude da concentração. É necessário que o ambiente envolvente seja tranquilo e ausente de barulhos ou outros fatores que possam perturbar e desviar a atenção da criança.

A falta de concentração pode ter causas emocionais, como por exemplo, o divórcio dos pais, o nascimento de um irmão ou a perda de alguém querido. Estas situações com uma elevada carga emocional desgastam a criança impedindo que ela tenha força e capacidade para se concentrar em algo.

Outro fator que pode levar a falta de atenção é o consumo excessivo de açúcares refinados de rápida assimilação. Este tipo de “alimentos”, como pequeno-almoço composto de croissant com leite e chocolate, que fazem as delícias de muitas crianças, mas também a toxicidade das suas células. Provoca ciclos de hiperglicemia (com hiperatividade, agressividade, irritabilidade,…) e hipoglicemia reativa (ansiedade, falta de atenção,…)

Uma alimentação pobre em micronutrientes essenciais como vitaminas, minerais e ácidos gordos essenciais, a falta de ferro agrava os transtornos da atenção e do comportamento, intolerâncias alimentares, alguns alimentos podem produzir irritação intestinal e intolerâncias (lácteos, farinhas refinadas, aditivos alimentares), o que provoca além de alergias, mal-estar físico e irritabilidade.

Outro fator muito comum que pode causar falta de atenção nas crianças é a falta de exercício físico.  As crianças precisam se mexerem, jogarem bola, de correr para estarem saudáveis.

Existem determinadas tarefas que os pais podem implementar para melhorar a concentração da criança:

- Fazer com que a criança dedique mais tempo fazendo tarefas de que gostem;

- Não permita que o seu filho deixe uma tarefa a meio. Mostre-lhe que é importante realiza-la até ao fim;

- Os trabalhos de casa deverão ser feitos pouco tempo depois da criança chegar da escola. Não autorize o seu filho a ir brincar ou ver televisão antes de fazer os para-casas, uma vez que quando os for fazer estará cansado e, consequentemente, muito menos concentrado;

- Realize jogos que estimulem o seu raciocínio e a sua capacidade de concentração, como por exemplo, jogos da memória;

- Quando o professor critica o seu filho, não o repreenda à frente dos seus colegas. Espere para chegar em casa e fale tranquilamente com ele;

- Faça diversos passeios ao ar livre, como passear num jardim ou num parque infantil.

No entanto, para que se faça um bom diagnostico é preciso levar o problema a serio e tratá-lo com profissionais da área e não simplesmente supor causas para os problemas.

A falta de concentração pode ser consequência de vários problemas como apresentamos e para que se saiba e trate o problema de forma correta é preciso que a criança passe por um tratamento com um psicólogo que poderá identificar a causa e ajudar a solucionar o problema.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Blog está de cara nova!!!!

 
 
 
 
 


Olá Pessoal!!!

O PsiqueOnLine está de volta... depois de passar por uma reformulação ele voltou!!!

De cara nova o blog voltou para compartilharmos assuntos... opiniões... desejos... acontecimentos...

Fique ligado nas nossas postagens e participe junto conosco a discutir cada vez mais assuntos interessantes!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FELIZ OLHAR NOVO!!!

Vamos lá, 2012 chegando e a famosa frase clichê: ano novo, vida nova, mas é o que todo mundo espera! Com a virada do ano novos planos, novas metas, muitos sonhos, então vamos ler um texto para nossa refexão e um incentivo a traçar as metas desse ano que chega novinho novinho...

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida nos prega peça. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
2011 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal....
Às vezes se espera demais das pessoas.
Normal...
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou.
Normal...
2012 não vai ser diferente!
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos nós consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3 (dos amigos). Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Ok, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento.

FELIZ OLHAR NOVO !!!

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"


até mais galera!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ser Adulto

Pessoal,

Gostaria de compartilhar com vocês um ótimo texto do Arnaldo Jabor, então boas reflexões a todos!!!


Ser Adulto...

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É, não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo que nao é tao bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?


Arnaldo Jabor

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cisne Negro







Angustiante e confuso, Cisne Negro tem sido considerado um dos filmes mais intensos da história. A personagem Nina que transita entre o frágil e o feroz, chega a tocar o espectador, trazendo á tona aquilo que de mais indomável nos habita, a força da sexualidade e da agressividade.
No enredo, Nina (Natalie Portman) é uma dançarina dedicada, tecnicamente perfeita, subestimada pelo dono da companhia de balé (Vincent Cassel) e controlada de perto pela mãe solitária (Barbara Hershey). Quando Beth (Winona Ryder) se aposenta, surge a oportunidade dela interpretar a Rainha Cisne em Lago dos Cisnes, um papel com o qual toda bailarina sonha. O problema está no Cisne Negro, ato da peça que é o mais difícil.
Segundo a Revista Psique (2011) Nina é dominada pelo controle da perfeição, tanto no seu interior quanto no exterior. Sua rigidez encontra-se desde a disposição de seus objetos, passando pelos cabelos até os movimentos impecáveis treinados até a exaustão. Do ponto de vista psicológico há muitas tentativas de compor um diagnóstico para a personagem principal do filme, embora talvez, seja um exercício quase impossível. “Muitos teóricos apontam para o Borderline como o diagnóstico que fala da clínica contemporânea, porém, uma investigação mais detalhada nos apontaria a comorbidade como um transtorno alimentar, além dos sintomas psicóticos e de auto-mutilação apresentados na trama”.
“A única pessoa em seu caminho é você mesma” diz Thomas Leroy que quer ver na doce Nina o aparecimento do Cisne Negro. Ela, então, tomada pela ideia de perfeição, travará uma dura batalha contra si mesma, encontrando no caminho a complicada e ambivalente mãe que projeta na filha seu sonho de bailarina não realizado, se envolvendo em uma trama de dominação e inconsciente disputa com Nina, despejando sua expectativa com relação a filha e os seus anseios de realização, e que ao mesmo tempo, pela veia da inveja, tenta impedir o crescimento e a transformação dessa menina em mulher. É preciso o Cisne Negro da agressividade e da sexualidade para construir o caminho da libertação para Nina, que aprende o gozo, toma posse do seu próprio corpo, em uma clara representação de sua ambivalência: cuidado e ataque.
Nina passeia em risco entre a visão da realidade interna e externa, e acaba perdendo-se em seus emaranhados. Para dar vazão ao Cisne Negro, Nina ataca seu Cisne Branco, projetando-o em Lilly, mas ao final, totalmente em identificação projetiva, é o seu corpo o que sangra e o que salta para a morte. Sorri atingindo a ansiada perfeição.
Quantas vezes durante o filme nos identificamos com a personagem Nina e nos vimos reprimidos pelos nossos próprios desejos encarnados no papel do Cisne Branco? Porém, o Cisne Negro existe em cada um nós, esperando um momento oportuno para eclodir com intensidade e nos trazer a libertação.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Síndrome de Burnout


A Síndrome de Burnout é o esgotamento mental e físico intenso causado por pressões no ambiente profissional, que leva ao esgotamento total do paciente.


Segundo a revista Psique, um levantamento realizado pela Associação Internacional do Controle do Estresse, ISMA (International Stress Management Association), revelou que o Brasil é o segundo país do mundo com níveis de estresse altíssimos. Pelo menos três em cada sete trabalhadores sofrem a síndrome de burnout e não sabem.


O portador dessa doença muitas vezes não sabe que a possui e passa a medir sua autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. Ou seja, transforma o seu desejo de realização profissional em obstinação e compulsão. Este fenômeno pode estar ligado à idéia de que ser um workaholic (pessoas que vivem para o trabalho) se tornou status para a maioria das pessoas que vivem nas grandes cidades, onde o número de estresse é maior, e consequentemente, a probabilidade do surgimento da doença.


Embora a doença esteja diretamente ligada ao campo profissional, o seu desenvolvimento não se restringe apenas à profissão. Uma pessoa pode trabalhar muito e ter uma relação saudável com o trabalho. O mercado de trabalho competitivo das grandes cidades contribui para o surgimento da síndrome e os profissionais de alta responsabilidade, estão mais propensos a desenvolver a doença.


O principal sintoma da síndrome de Burnout é a sensação de ter sido consumido pelo estresse, de estar esgotado e sem energia. Outros sintomas também são comuns, como sono ruim, cansaço dores no corpo; lapsos de memória; dificuldade de concentração; irritabilidade; desesperança, tristeza e transtorno de humor; depressão, etc. Cinismo e agressão também são bastante freqüentes.


Essa doença quando não cuidada pode até levar a morte, pequenas mudanças no dia a dia podem ser fortes aliadas, tais como: alimentação balanceada, atividades físicas, ter um hobby e manter relações sociais e familiares. Apesar da simplicidade dessas ações, poucas são as pessoas que podem segui-las.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TIMIDEZ

Temos uma grande preocupação com a imagem pública, isto é, com a forma como gostaríamos que os outros nos enxergassem, queremos nos sentir atraentes, amadas e desejadas pelos outros e por isso sentimos vergonha quando somos incapazes de cumprir alguma regra ou comportamento considerado atrativo pelos outros. Por isso, ser o centro das atenções pode tão facilmente despertar a timidez, pois é nessa situação que a pessoa está particularmente vulnerável ao julgamento alheio, e teme não corresponder às expectativas do grupo ou às próprias.

Essa é uma emoção considerada autoconsciente ou social, porque ela nasce como conseqüência das relações sociais em que as pessoas não apenas interagem como também avaliam e julgam a si mesmas e aos outros. Ela é autoconsciente justamente porque desperta o indivíduo à consciência de si mesmo, e assim permite que regule seu comportamento.


Essa situação gera sensação de ameaça, de perigo, chamada ansiedade, que se exterioriza de diversas maneiras, dependendo de particularidades dessas forças - uma das expressões é a timidez.

Pelo senso comum, a timidez é um padrão de comportamento caracterizado pela inibição em certas situações, podendo ser acompanhado de algumas alterações fisiológicas, como aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos. Em outras palavras, é um padrão de comportamento em que a pessoa não exprime (ou exprime pouco) os pensamentos e sentimentos, e não interage ativamente.

A timidez leva a um empobrecimento na qualidade de vida, pois dificulta a interação das pessoas em situações sociais diversas como dificuldades em participar de atividades em grupo, de praticar esportes coletivos, para falar em público, para fazer uma pergunta em sala de aula, ao abordar alguém para namoro ou relação íntima, em escrever o que pensa, ao falar com alguém em posição de autoridade, para divertir-se em público, e assim por diante.

Também pode ser agravada por experiências que estabeleceram medo do fracasso na relação com o outro, causando comportamentos de fuga que é reforçado pela sensação da paralisação corporal diante da eliminação do risco, porém esse isolamento dificulta o progresso pessoal e acarreta sofrimento psíquico.

Muitas vezes as pessoas aprendem a conviver com a timidez e não procuram tratá-la, porém se não cuidada de forma devida ela pode se tornar crônica e evoluir para uma patologia, principalmente quando o adolescente não consegue superá-la ao entrar na vida adulta.

Tem-se aí a fobia social, quando a pessoa passa a evitar todas as situações sociais que não lhe são impostas pela mais absoluta necessidade. Assim, compelida a garantir sua sobrevivência, a pessoa pode, com algum sacrifício, trabalhar, mas evita outras situações que exijam exposição social, como comer em restaurantes, falar em público ou usar banheiros públicos. Quando submetida a essas situações, suas reações físicas são mais visíveis e intensas. Além das sudoreses e tremores comuns nos tímidos, o fóbico sofre de taquicardia, náuseas e desconforto abdominal.

Mais grave que a fobia social é o transtorno ou síndrome do pânico que não depende de nenhuma interação social ou mesmo da presença de outra pessoa para que se desencadeie o processo patológico em que a pessoa apresenta sensação de desmaio ou de morte iminentes.

Ter muita timidez pode nos dificultar a vida, impedir-nos de fazer muitas coisas e não deve ser tratada como coisa qualquer, requer atenção. Contudo há um lado positivo, pois algum grau dela é necessário. Se não nos preocupássemos nem um pouco com o que os outros pensam, não mediríamos nossas ações e não repararíamos nossas faltas. A vida social ficaria bem mais difícil, o que é uma ironia para os tímidos, para quem a vergonha parece impedir os contatos sociais.

Parece que a timidez é como vários outros traços humanos: é necessária em pequena dose, mas sua falta ou excesso pode nos colocar em apuros.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

VERDADES SOBRE A MENTIRA

E esse tal “dia da mentira”?


Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França.

Tudo começou em 1564, quando Carlos IX, rei de França, por uma ordonnance de Roussillon, Dauphine, determinou que o ano começasse no dia primeiro de janeiro, no que foi seguido por outros países da Europa. É claro que, no início, a confusão foi geral, uma vez que os meios de comunicação ainda eram inexistentes. Não havia rádio, televisão, nem mesmo o jornal, pois a invenção da imprensa, por Gutenberg, só aconteceu muitos anos depois.

Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

A brincadeira ainda perdura nos dias atuais e o primeiro de abril é sempre comemorado com muitas mentirinhas!!! Rsrsrrs

E nessa brincadeira cabe uma reflexão, pois a mentira sempre foi uma prática entre os homens durante toda a sua história. Infelizmente, vemos que esse comportamento ainda existe em nossos dias. Eles estudaram, cresceram, amadureceram, mas continuam mentindo para camuflar seus erros e levar vantagem em algumas situações.

Muitas vezes levadas pela insegurança de ser aceitas tal com o são, as pessoas podem cair na tentação de enriquecer suas histórias e enaltecer suas habilidades de forma a causar uma impressão mais favorável em outras pessoas.

Aprendemos desde cedo as vantagens da mentira. Ainda crianças aprendemos a dizer que a mãe não está em casa, quando ela quer evitar atender ao telefone, aprendemos os benefícios de uma mentirinha para não ganhar um castigo, e assim por diante. Ah! Não esquecendo das mentiras a que se obrigam os netos, quando os avós perguntam de quais avós gostam mais...

Mas o mentiroso também passa por dificuldades, e quanto mais cai na tentação de mentir, tanto mais difícil vai ficado controlar a abundante base de dados das versões de suas mentiras, mais difícil vai ficando garantir a coerência de suas estórias, mais necessidade de novas mentiras para encobrir as antigas...a farsa cresce em progressão geométrica.

Diante dessa frequência fisiologicamente humana há, naturalmente, uma tendência em banalizar a mentira, ou inocentemente classificar nossa mentirazinha cotidiana como sendo do tipo positiva, aquela que além de não prejudicar pode até ajudar pessoas (...o senhor me parece mais saudável hoje do que ontem... conheci seu filho, um jovem magnífico...), ou mentira negativa, aquela que prejudica. Enfim, a mentira fisiológica pode até facilitar a integração social, e de tal forma que as pessoas com inata dificuldade para essas mentirinhas corriqueiras são tidas como ingênuas, socialmente pouco habilidosas, falta-lhes jeito ou, como se diz, não têm “jogo de cintura”. Uma das razões interiores mais comuns para mentir é a insegurança ou baixa auto-estima. Como dissemos, a mentira passa ao outro uma imagem de nós próprios muito melhor do que de fato acreditamos ser. Mente-se também por razões externas, de acordo com as pressões para sucesso na vida em sociedade.


Há também mentiras por razões patológicas, desde aquelas determinadas por uma personalidade problemática, até as outras, produzidas por neuroses francamente histriônicas, como é a Síndrome de Münchhausen e de Ganser.

A Síndrome de Münchhausen é relativamente rara, de difícil diagnóstico, e caracterizada pela fabricação intencional ou simulação de sintomas e sinais físicos ou psicológicos sempre de natureza fantástica em um filho ou em si próprio.

Mentirosos compulsivos, de dinâmica psíquica rica em conflitos e complexos, que representam personagens tal como fazem os atores, e refletem aquilo que gostariam de ser. Ao perderem o controle sobre o impulso de mentir o personagem criado suplanta o ego e a personalidade toda é tomada por um falso e inaltêntico ego.

Nesta síndrome a pessoa não suporta a ideia dela ser comum, normal, trivial. Ela tem que ser super especial, tem que ter peculiaridades completamente excepcionais e fantásticas. Essa inclinação impulsiva para a mentira reflete uma grande vontade em ser admirado, de ser digno de amor e consideração pelos demais, consequentemente reflete uma grande insatisfação com a realidade em que vive.

É preciso ficarmos alertas! Uma mentirinha aqui pode se tornar algo prejudicial para o mentiroso, que se torna compulsivo em mentir, e para as pessoas que estão ao seu redor, que passam a não mais acreditar e confiar mais nessa pessoa, tornando os relacionamentos ruins entre eles, baseado na desconfiança e no descredito.



Referencia: Ballone GJ - Sobre a Mentira - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2006


quarta-feira, 30 de março de 2011

Você sabe o que é NOMOFOBIA?

Há pessoas que não conseguem ficar sem o celular nem por um instante. Essas pessoas entram num estado de profunda ansiedade e angústia quando se veem sem o aparelho, quando ficam sem créditos ou com a bateria no fim. A necessidade de estar conectado ultrapassa todos os limites. O nome vem do inglês no + mobile + fobia, ou seja, "fobia de permanecer sem conexão móvel", que inclui internet e celular. Essas pessoas não saem de casa sem o celular, mantêm o telefone ligado 24 horas por dia e sentem ansiedade quando o esquecem em casa. Elas ainda se sentem rejeitadas quando ninguém lhes telefona ou quando percebem que os amigos recebem mais ligações do que elas. Quando ficam sem bateria ou fora da área de cobertura, se sentem ansiosas, angustiadas e inseguras.
Pessoas que sofrem de nomofobia deixam o celular ligado 24 horas por dia, sentem-se rejeitadas quando ninguém lhes telefona e enfrentam síndrome de abstinência quando estão sem o aparelho. O problema pode estar ligado a outros transtornos, como ansiedade e depressão.

Nomofobia no Brasil
A empresa francesa de pesquisa Ipsos publicou um estudo sobre o impacto do celular na vida cotidiana e mostrou como esse aparelho mudou a vida dos usuários. Os resultados revelaram que 18% dos brasileiros admitiram ter dependência dos seus aparelhos. "Com esta nova liberdade, novas regras de coexistência têm influenciado e ditado pela comunicação e interação entre os indivíduos. Esta mobilidade leva a uma sensação de liberdade e a uma percepção de que podemos ter o mundo em nossas mãos. Essa sensação pode gerar um comportamento ambíguo de poder e medo", diz a pesquisadora Anna Lúcia Spear King.


Para a psicóloga Sylvia van Enck, do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, da USP, a nomofobia é um transtorno do controle dos impulsos com um forte componente de ansiedade generalizada. Alguém que apresenta algum transtorno no controle dos impulsos tem dificuldade para resistir à tentação de executar um ato que possa vir a ser prejudicial para si ou para os outros e obtém alívio e diminuição da tensão emocional e física quando a ação é executada. "O transtorno de ansiedade faz parte da caracterização dos transtornos no controle dos impulsos e, neste caso, a pessoa é acometida por uma apreensão negativa em relação aos eventos futuros, provocando sensações de inquietação psíquica e sintomas físicos desagradáveis", diz a psicóloga. Não é fácil se "desplugar" do celular, uma vez que, na sociedade tecnológica, o aparelho é sinônimo de status e inclusão social. "Podemos entender que o uso do aparelho celular, mesmo que não excessivo, especialmente em relação à população jovem, esteja relacionado aos aspectos de inclusão social e conectividade entre os amigos. Por outro lado, com o avanço dos recursos tecnológicos, adquirir um aparelho cada vez mais sofisticado confere status econômico e social, o que pode estar relacionado à busca de reafirmação da identidade psicológica dos adolescentes nesta fase da vida", analisa Sylvia. O mercado oferece uma infinidade de aparelhos, e é difícil resistir à tentação de adquirir o mais novo modelo. Devemos ficar aletas também a uma outra consequência que essa dependência do celular vem causando: "Há um risco no desenvolvimento da insegurança pessoal que pode ser também o reflexo da insegurança dos pais, que precisam estar sempre tendo notícias do paradeiro dos filhos. Outro aspecto a ser considerado é a diminuição na resistência à frustração diante da espera de um contato ou do silêncio do outro, gerando ansiedade, angústia... que se não controlados, podem desencadear comportamentos agressivos, reflexos da intolerância gerada pela nomofobia", diz Sylvia.


A nomofobia é um transtorno do controle dos impulsos com um forte componente de ansiedade generalizada

Anna Lúcia lembra que nomofóbicos são pessoas que apresentam um perfil ansioso, dependente, inseguro e com uma predisposição característica dos transtornos de ansiedade que podem ser, por exemplo: transtorno de pânico, fobia social, fobia específica, transtorno de estresse pós-traumático; e costumam ficar dependentes da internet por medo de estabelecerem relacionamentos sociais ou afetivos pessoalmente. "Com o celular em mãos, essas pessoas têm a sensação de estarem acompanhadas e se sentem mais independentes.

Muitas pessoas nomofóbicas, porém, não aceitam que são portadoras desse tipo de fobia e atribuem a sua angústia a várias outras causas. Colocam a culpa no trabalho ou na necessidade de se comunicar com a família ou com amigos, no caso de alguma emergência.


Uso excessivo do celular


Os critérios que orientam a identificação do uso excessivo de celular são: manter o celular sempre à mão, 24 horas por dia - mesmo quando dormindo -, para não perder qualquer possibilidade de contato; Abandonar as atividades para atender a qualquer chamada do celular (muitas vezes interferindo em situações de trabalho, estudo, reuniões sociais e familiares); Manter invariavelmente a bateria do celular carregada; Quando esquecer o celular em algum lugar, voltar para buscá-lo, pois, do contrário, este fato pode gerar extrema ansiedade (como se faltasse algo essencial). Em casos mais graves, as pessoas podem apresentar alterações de humor, da respiração, taquicardia, ansiedade.



Fonte: Revista Psique

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ecce Homo


Como entender a masculinidade moderna, sem os velhos moldes de força e firmeza, se até mesmo os próprios homens estão perdidos, sem saber se ainda abrem ou não o famoso pote de azeitonas?

Depois da revolução feminina, em que a mulher deixou de ser a bonequinha da casa, dividindo responsabilidades com seus parceiros e conquistando espaços cada vez maiores no mercado de trabalho, antes dominante pelos homens, agora é a vez deles! Muito se tem ouvido falar sobre os "metrossexuais", mas afinal de contas, quem são esses novos homens? Achamos essa matéria sobre o assunto da revista Psique bem legal.

Por Jorge Forbes

Não se fazem mais homens como antigamente”, reclama a velha senhora na soleira de sua porta, ao ver chegar o amigo da sua neta, encostando o carro. Arrumado demais, combinado demais, manso demais, indeciso demais, enfim – ela não quer confessar, mas caraminhola baixinho – o moço lhe parece feminino demais.
A velha senhora tem alguma razão em observar que os homens, hoje, não são feitos da mesma maneira da qual ela estava habituada. Intuitivamente, ela nota – mesmo que não aceite – que a identidade humana é maleável, que muda conforme o tempo, abraçando o relevo da paisagem de sua época.
Estamos assistindo a uma mudança de um período no qual o laço social que era vertical, gerando estruturas piramidais – o que provocava o estabelecimento de relações hierárquicas e padronizadas – passa a uma nova situação, na qual as relações humanas são horizontais e múltiplas, em tudo, muito diferentes dos modelos estáveis anteriores. No que toca à identidade masculina, ela passou de uma inflexibilidade poderosa, coerente com a verticalidade disciplinar do mundo de ontem, para uma participação interativa flexível, exigência do tempo presente. Traduzindo em miúdos: um homem era visto, caricaturado e admirado como alguém forte e firme em suas decisões – sem frescuras, sem dúvidas, sem titubeios – inflexível em sua vontade pétrea, como se elogiava barrocamente. Agora, nesses novos tempos, mais importante que dar ordens é convencer e seduzir; melhor que ser sempre igual, é mostrar-se criativo, respondendo diferentemente, conforme o aspecto de cada situação. Para as novas exigências, a carapaça do típico macho envelheceu, se despregou do seu corpo, caiu, e ele se vê tão perdido quanto cobra trocando de pele, ou siri que ficou nu e tem medo de ser catado. Reage atordoado procurando novas formas de ser e aparecer que lhe devolvam a segurança perdida; hipertrofia os traços machistas em academias fabricantes de abdomens tanquinhos, ao mesmo tempo em que vai perdendo a vergonha de confessar seu interesse no melhor creme, na cirurgia plástica, na mais atraente e chocante combinação de roupa.

PARA AS NOVAS EXIGÊNCIAS, A CARAPAÇA
DO TÍPICO MACHO ENVELHECEU,
SE DESPREGOU DO SEU CORPO, CAIU,
E ELE SE VÊ TÃO PERDIDO QUANTO
COBRA TROCANDO DE PELE


Pobres homens, a pós-modernidade não lhes é em nada tranquila. Enquanto as mulheres nadam de braçadas, pois o detalhe, a singularidade, o inusitado – características próprias à horizontalidade despadronizada – são a sua praia, os homens sofrem, se angustiam, por se verem sem a bússola do dever bem definido que lhes orientava tão corretamente e, tanto quanto aquela velha senhora, também desconfiam de sua própria sexualidade. Buscam os mais diversos consolos, alguns bem engraçados e paradoxais, como os grupos do Bolinha: confrarias das mais diversas, mais comuns as de vinho e as de comida, que, sob o manto disfarçador do refinamento do gosto, escondem a mais básica vontade de perguntarem uns para os outros como cada qual está se virando diante dessa verdadeira revolução. Isso, quando não contratam treinamentos supostamente disciplinadores e eficientes de tropas de elite, que tentam loucamente instalar em suas empresas, onde gostam de se travestir em generais incontestados, fazendo que os funcionários incomodados “peçam para sair”, tal como aprenderam naquele filme de sucesso.
Pouco a pouco, ficará claro para a maioria que a masculinidade não se baseia em nenhum grupo de iguais – sejam eles confrarias ou exércitos –, mas, tudo ao contrário, na possibilidade de suportar a expectativa da diferença, aquela representada pelo enigma de uma mulher frente a um homem. De nada vai lhe adiantar querer calá-la – ou calá-lo, o enigma – com alguma resposta pronta do gênero de bolsas ou perfumes de marcas supostamente exclusivas – mas em algo tão singelo, quão difícil: sabendo fazê-la rir, sonhar, se surpreender. Ecce Homo.





Jorge Forbes é psicanalista e médico psiquiatra. É Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise (A.M.E.), Preside o IPLA – Instituto da Psicanálise Lacaniana e dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano da USP.
www.jorgeforbes.com.br