Depois de tanto se informar sobre a origem dos jogos e seus malefícios é importante saber que a prevenção ainda é a melhor solução para que não se tenha problemas com o uso da tecnologia. PAIS!!!! Conversem com seus filhos!!! Não é só álcool e drogas que vicia! Mantenham o diálogo, ofereçam outras possibilidades de divertimento para seus filhos e não sintam-se culpados em colocar limites. Pois, como veremos na continuação do post, o tratamento ainda está em fase de estudos. Que essa leitura abra os olhos de todos nós para um problema eminente que vem chegando sorrateiramente em nossa sociedade.
Possíveis tratamentos e prevenção
O tratamento da dependência de jogos eletrônicos, apesar de estar em processo de aperfeiçoamento contínuo, é pouco conhecido pela população em geral. Existem modelos baseados na terapia cognitivo-comportamental, que é uma possibilidade psicoterapêutica para a dependência de jogos eletrônicos. Através de técnicas, comumente utilizadas nesta abordagem, é possível permitir ao paciente uma reestruturação cognitiva que o conduza a pensamentos adaptativos e, paralelamente, possa expandir o seu repertório de comportamentos saudáveis, resultando ao usuário uma melhoria significativa dos sintomas. O aspecto emocional do paciente é outro ponto a ser trabalhado pelo psicoterapeuta. Além disso, são realizadas técnicas que estejam vinculadas à motivação do paciente, enfatizando as potencialidades do jogador dependente, propiciando melhora na autoestima do usuário.
Existem centros especializados ao redor do mundo que já apresentam resultados satisfatórios com pacientes dependentes de algum tipo de desdobramento tecnológico (jogos eletrônicos, internet ou sexo virtual). Na Alemanha, um tratamento sistematizado chamado Short-Term Treatment of IA/CA (STICA) divide em três fases o processo de recuperação do paciente. A fase inicial consiste em uma psicoeducação diante dos mecanismos e efeitos da dependência de jogos eletrônicos; a fase intermediária propõe ao paciente identi ficar quais são os gatilhos disfuncionais, ou seja, o que leva o usuário a utilizar jogos eletrônicos, através do registro em diários, uso funcional por estratégias de resolução de problemas, elaborar atividades alternativas, automonitoramento e treinamento de habilidades; a fase final e a prevenção de recaída referem-se ao uso funcional da tecnologia e elaboração de ferramentas para que o usuário não apresente novamente essa psicopatologia.
Sugere-se o acompanhamento de familiares no uso de tecnologia, especialmente de crianças e adolescentes, conscientizando-os sobre o uso de jogos eletrônicos durante a semana em que as aulas estejam ocorrendo, tempo de uso (independentemente do dia da semana, buscando um controle nesta atividade) e na sugestão de atividades de lazer que não estejam apenas relacionadas à realidade virtual. É importante oferecer para a criança ou adolescente outras possibilidades de atividades, pois se tiverem seu tempo ocioso, com certeza irão querer jogar.




















